Barroco

Barroco


Barroco em Portugal

O barroco português foi um período de grandes acontecimentos no país, esta escola teve seu marco, suas características e seus escritores inseridos em um período de pós-renascimento e inicio de uma contrarreforma feita pela igreja e tal acontecimento se vê refletidos nas obras desta escola literária.

O barroco teve inicio na Espanha e chegou a Portugal através da invasão espanhola em Portugal, esta invasão ocorreu em um período em que Portugal encontrava-se frágil, devido ao desaparecimento de seu rei, D. Sebastião, e a morte de seu governador provisório o cardeal Henrique I, isto contribuiu para o sucesso da invasão. Porem seu marco inicial foi à morte de camões em 1580.

Inserida neste período a escola tinha que busca maneiras de representar esta constante luta entre opostos então os escritores decidem basear-se em modelos e estilos. Existiam dois estilos nesta época o cultismo ou cuteranismo, criado por Luís de Góngora, este estilo busca rebuscar sua escrita e abusão do uso de figuras de linguagem como metáforas, hipérboles, adjetivação ente outras coisas aproximando seus textos de uma descrição, o outro estilo foi o conceptismo ou conceitismo, criado por Francisco Gomes Quevedo, este estilo busca não "enfeitar" o texto mais sim torna-lo objetivo, inserir conteúdo, argumentar, apela para o racional do leito, aproximando-se de uma dissertação. O barroco também tinha alguns modelos de temas a serem seguidos como o fusionismo, representação dos dois opostos. o culto ao contraste, muitas das vezes representação do espírito do escritor que apresenta-se dividido entre carne e espírito, pecado e perdão. O feismo e o rebuscamento também são um desses modelos.

Os escritores barrocos tentavam por meio de suas obras apresentar a dualidade que aquela época passava, os principais representantes do barroco em Portugal foram padre Antonio vieira, Francisco Rodrigues lobo e sóror mariana alcoforado.

Padre Antônio Vieira

Ao Padre Antônio Vieira deve-se a autoria das obras que, sem sombra de dúvidas, representam o melhor da produção barroca portuguesa.

Foi político e pregador, homem de inteligência e sensibilidade acuradas, foram poucos aqueles que, como Vieira, sintetizaram os conflitos do homem barroco vividos na época de forma formidável.

Suas habilidades eram de tamanha relevância que foi chamado por Fernando Pessoa de "Imperador da Língua Portuguesa", o melhor da retórica até então é o que Vieira explorava para estruturar os seus sermões. Orador inato e virtuoso, com sucesso alcançava a clareza em seus sermões, com engenhosidade, usando a imaginação conseguia convencer multidões.

Os sermões de Vieira se compõe da essência da obra barroca. São eles que de fato representam o estilo barroco: a tentativa incessante de estabelecer uma oposição clara entre matéria e espírito. Nos sermões, Vieira revela as suas habilidades buscando a confiança do ouvinte, cativando e despertando sua consciência para o que está sendo dito, como se estivesse o convidando a refletir e a agir .

Divisão

No que se diz sobre as correntes que compõe o barroco, a estética da escola barroca apresenta duas tendências: o cultismo, que também pode ser chamado de gongorismo, e o conceptismo, chamado também de quevedismo quando convém.

Cultismo: é marcado pelo uso excessivo de uma linguagem rebuscada, de carater culto, extravagante e que tende a descrever com detalhes o que se refere. É notável a influência quem o poeta espanhol Luís de Góngora y Argote faz nessa corrente, esse que é o principal representante.

Conceptismo: é marcado por um jogo de ideias e de conceitos, essa corrente constroi as suas obras seguindo um raciocínio lógico, racionalista. O representante dessa corrente é o poeta espanhol Francisco de Quevedo, um dos principais difusores.

Os contrastes típicos do período Barroco mostram uma tentativa clara de fundir a perspectiva antropocêntrica renascentista ao teocentrismo medieval, recuperado pela Contra-Reforma.

Barroco no Brasil

No Brasil, o movimento barroco se inicia com a publicação do poema épico Prosopopéia, em 1601 por Bento Teixeira, poeta português que viveu em Pernambuco. Assim como o barroco português, um forte jogo de oposições e conflitos de carater espiritual estruturam o barroco brasileiro.

De semelhante modo como em Portugal passaram grandes nomes pela escola barroca, no Brasil, Gregório de Matos Guerra é o principal autor do Barroco. Ele é considerado o primeiro grande lírico nacional, sua poesia é dividida em lírica, sacra e satírica.

Nas obras líricas, Gregório procura representar a figura feminina numa oscilação que vai do angelical e adentra a tentação carnal. Nas obras satíricas, ele ataca os políticos e tendo como eles o seu principal alvo, sem no entanto deuxar de fora os religiosos e as mulheres, foi por esse motivo que ele recebeu a alcunha de Gregório, o "Boca do Inferno". Nas suas obras sacras, o poeta tenta redimir-se de todos seus pecados e fala da fragilidade humana diante de situações como a morte e da condenação eterna, carater religioso.

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